"Na realidade, não há razão alguma para se começar aqui e não ali. A linguagem é uma estrutura infinita, e creio que é esse sentimento do infinito da linguagem que está presente em todos os ritos de inauguração da palavra. [...] Começar é cortar um infinito de maneira arbitrária".
"O problema da inauguração do discurso é um problema importante, que foi bem examinado e bem tratado, no plano pragmático, pela retórica antiga e clássica: ela deu regras extremamente precisas para começar o discurso. A meu ver, essas regras se prendem ao sentimento de que há uma afasia nativa do homem, de que falar é difícil, que talvez não haja nada para se dizer, e que, por conseguinte, é necessário todo um conjunto de protocolos e de regras para se encontrar o que dizer".
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